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a7." ».. PeloSummo Pontifice Aléxandte VIL. saya | _qgando fe manifefta por efcrito: e advirta-fe,, ‘gue naé (6 deve fer delatado o Confeffor, que por carta folicita na confifla6a alguma mu- . ae, mas tambem quando folicita a algum _ jhomem, porqu aquelle ,, que folicita a coufas _.torpes,, aflim a homens, como.amulheres, de- __ye fer denunciado,; como dicemos 9.1: ». 161, . 41 .Digo 2. Quenaé f6.deve fer delatado _ © Gonfeflor, que dd ao -penitente papel pro- _ -yocativaa coufas torpes na confiflaé , fenad _ tambem,o que o dé antes ,.ou depois da con- fila} immiediatamente: ow o queo dé no con- i feffionariots; oucem: lugar , enyque frequente- | mente fe ouvem con ns, ou que eftd de- germinado pata as confifloens, com fimulagaé, _ €:fingimento \de confiflad, A razaé he ; .por- | que o que folicita ad turpia nas occafioens, ow nos lugares referidos ,. deve fer delatado , «, eomo diz a Conitituigad'de Gregorio XV. Sed ficeft que o entregar papel provocativo; he _ -expreffo na. condenagad defta Propofigad, que _hefolicitagdd.: logo aquelie, q nas occafioens, ou nos ehabesegiertion der ao penitente pa+ _ pel provocativo ad turpia, deve fer delatado ao Tribunal da Inquifigaé: » Mas note-fe, que fe © papelnad.for dado nos lugares menciona: dos, nem imfediatamente. antes, ou depois da confifla6:, ‘mas fim immediatamente ,::nad {a-fe o penitente , fahe da Igreja , e'0 Confef- for o fegue, e lhe dé o papel , em que folici- _ta:elta hea folicitagad, quefe chama imme- 5 diata, e na6 induz obrigagaé de delatar, co- mo dicemos no lugar citado,). © 39 > 9) ded eandro do Sacramento p.1. tr. 5. défp.13. q.9. que diz, na6 ha obrigacaé de denunciar ao Confeflor , que folicita n a confiflaé a.ou- _ tros deli¢tos ,, que_nad fad. peccados deshone- ftos: nem tambem: ao que folicita a coufas torpes em outros Sacramentos, féra do da mo Leandro. ibidem q. 38. 39. a qual diz, que o Leygo, gue fingindo-fe Sacerdote., fo- licita no confeffionario, na: deve fer denun- ciado; nem. o Sacerdote , que na6 tendo li- cenca para confeflar, ouve de confiflad, e nella folicitaa coufas torpes: porém ainda- ue julgo, que efta opiniaG nad eft4 condena- de , nad me parece bem, e fou de fentir, que o Sacerdote fimplez, que folicita na confiflad, deve fer delatado. Diana p. 9. tr: 9. réfol.'32. _ piniad referida /up. no Dialogo , que quandoo penitente confente na folicitaga6, naé tem P aca6 de denunciar ; porém em hum, e _ gutroNugar figo a doutrina contraria, A raza6 = a conclufaé he; porque todas eftas o- _ pinioens\, que tenho referido, fad muite di- pees dacondenagad , como bem fe vé: logo art. ii. haverd obrigaga6' de denunciar ; v.g. confef+ 42 Digo3.:Que naé fe condena a opiniad | Penitencia: nem fe condena a opiniad do mef- _ \§. Obferva. Nem tambem fe condenaa fuao+ | neahuma das opinidens’ referidas tefta cons clufaG tica condenada, dindoa i 43 Digo 4. ( Prefcindindo da c6ndenagad, que deve fer delatado' o Gonfeffor, que 2 confiffaé pede zelos ao-pefiténte’, eo que na confiflas impoem ao peniténte a penitencia de tomar em cafa huma difciplina data6 do Gonfeflot ; chegando ifto a ter efféito. ‘Lean- dro nbi fats q. 16. @ 17. Deve tambem fer denunciado o Confeflor , que fendo ‘na ¢or- filaé folicitado pelo pénitente , confente fa folicitagaé. Fagundes in 2. precept: Exclef. lib.4/ cap.3.n. 56. E do mefmo modo, fe fen- do folicitado 4 copula,’ confente {6 em ofcu- los , é tactos pe yes Joaé Sanches ém Sel- Je. difp. 17... 28.’ Tambem deve fer delata- do'o Confeffor , que depois de acabada a Con- fiflaé , chamao penitente ao’ feu ‘apofenta para Ihe dar o efcrito de confifla6 , e ahi o fo» licita. Diana ex Soufa p. 4, tr. 5. refol: tr. _ 44° Ultimamente digo, que. nefte déelicto da folicitagad nad fe dd parvidade de materia ; e affim‘o'Confeffor ,' que na confifla6 , ou no confeffionario tem com a mulher alguns ta- Gos levianos de maos, ou outras coufas feme- Thantes,’ deve fer delatado ; e ifto, porque em coofas‘lafcivas nad ha rvidade de'ma- teria; etambem porque, cafo negado, quea houvera ;na6.ahaem hum lugar, e occafiad tad fagrada , como a da confifla6. Affim o en- fina Filgueira fobre efta Propoficad pag. 120, com Faguades, Efcobar,e outros, “4h Ving yet is lSb SP. ee - O modo de eximir-fe da obrigacaé de b arao folicitante he, fe o folicitado fe confefa com o mefino “Wicbite ; - pdde efte abfolver, fem a obrigagad de denunciar. Condenada, 45 Digo 1. Que aindaque o penitente fo- licitado pelo Confeffor a coufas torpes na confifla6, ou no confeffionario , fe confeffe depois com o mefmo Confeflor , que 0 folici- tou, nad fica livre da obrigaga6 de o denunciar; e o contrario he o que fe condena nefta Pro- pofigad. Nem tambem fica o penitente folici- tado livre da obrigaca6é de denunciar , ainda- que o Confeffor folicitante deixe de lhe im= por a obrigaéd de denunciar. A raza6 he ;aoe. que a obrigaca6é de denunciar nefte delicto , -_procede dos Decretos dos Summos Pontifices :' logo aindaque o penitente fe confefle com o Confeffor folicitante , e efte lhe na6 impos nha-a obrigacaé de denunciar, eftard a iffo o- brigado o penitente. Provo a confequencia ; porque o inferior naé pode derogar , nem fi- far a obrigaca26, que nafce da Ley do Superi- or : logo fe neftes delictos a obrigaga6 de de- punciar nafce da Ley, e Decretos do Summo © Poatifice, nad pode ponte » que he

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