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* Capitulo II. Dos Procuradores, I19 v.m, vendo a md cara , que 0 negocio “moltrava no feu principio, fe expoza mayor alho, do que merciad os quinze mil reis, com a fua diligencia fe facilitou a materia 2g e,9 otrabalho remanecente merecef- fe{6 nove mil reis , com baftante probabilida- ” de podia v. m. no principio receber 08 quinze "mil reis , e pogar depois {6mente nove ao fub- uto. 38 P. Padre, accufo-me, de ter informa- do por efcrito ao Juiz, em dia de féita fobre _ hum negocio. C.Fezv. m. iffo por intereffe,ou por piedade? _ P. Padre, eu 0 fiz por na6 perdera occa fiad de ganhar hum rottad. 3 ©, Entre as coufas prohibidas em dias fe- _ ftiyos, huma he as coufas judiciaes, queo _ direito chama Placita , cap. Omnes 1. de feriis, ~gonde diz: Omnis dies Dominicas, a ve/pera in ari , ¢ ab omni illicito opere abftinere, ¢3 ‘in eis mercatum minime fiat , neque placitum , @c. Ehe prohibido nettes dias citar a parte, formar ptoceffo , tomar conhecimento da caufa , e proferir fentenga : ¢ diz Syiveftre werbo Dominica, q. 5. fubn. 7. que nad he li- _cito ao Advogado, nem ao Procurador ( que nomea com 0 nome de Doutor ) dar conte- hos , fendo o fin principal a ganancia , ainda que os podia dar por defpaghar aquelle , que _ vem bujvallo de longe, ai ge ronan i mente fe figa a ganancia. Por mn Leandro do , Caetano , € outros julgad por muito mais — provavel, que o Advogado, e ee dem informar ao Juiz de palavra, ou por.el crito em dia feftivo , ainda que o faga por pre P. tr: 3. cap. 2.0.13. Porque nad fendo pro- hibide S trdlet Atichoeenst por efcritoao Juiz, na6 o fard illicitoa fer feito como fim © do intereffe : &c,. Leandro do Sacramento” ifp..5. cit. defdeag. 15. ate @ q. 46. trata lar- gamente efta materia, onde fe dem ver as eoufas,, que fad licitas, e vdlidas nos dias fe- ftivos, Acerca dos negocios, e caufas judiciaes, trado a defender hum negocio de hum litigan-— trabalho, depois de concluida a caufa , cobrey elie aquella quantidade,, que havia de pa- ara outro Procurador, Fm ghee C. Teve v.m.algum dano, ou deixou de algum intereffe , por ter affiftido ao nego- io defle fugeito ? Porque por raza6 do dan- ™. recompenfar outro tanto, excepto fe.ti - - eile animo expreffo de naé lhe aceitar cou- = oulhe ceflafle o lucto, Trullench rom-2, ve do feu trabalho, e da fua habilidade no feu minifterio, fe hade julgar, 4 tento foy fervir pelo feu eitipen Soa- p. 4.9.1 do-me encarregado hum fugeito , que coms °. 39° iP. Padre, accufo-me, que tendo en- | fem preceder concerto de pagarme'o meu _ No emergente , ou do lucto ceflante , p odiay, * Trullench Joc. cit. Ba fa alguma , ainda que Ihe fobreviefle efle dan- lib, 8. cap. 6. dub. 1, num. 4. . P. Padre, a mim na6 fe me feguio danno, nem me ceilou lucro , por feguir o tal ne- gocio. . e cay: C, Teve y.m. animo de levar eftipendio a efle litigante , por feguir eile negocio? Por- que fe tiveile o tal animo, bem podia depois cobrar o prego jufto do feu trabalho, Baileo verbo Procurator , in fupplem. n. 3. 'P, Padre, no principio do negocio naé me- veyo ao penfamento coula algia tobre a paga, C, Era litigante amigo , ou parente de v, : m. ou tinha com elle alguma dependenciaf P. Neohila deffas dependencias tinhamos. C. Sev. m. no principio tiveffeanimodeo fervir de graga, nad poderia depois reter o | prego do feu trabalho : e fe tivelle intento dé he affiftir pelo eftipendio jufto’, poderia re+ 10s, a rain cebelio depois, No cafo de naé Ihe ter occor- art , cum omne veneratione decernimus — ery tido a0 penfamento coufa alguna acerca da pga » ou eftipendio , dizem Trullench , ¢ aileo /oca cét. que fe 0 litigante he amigo, ou parente,, fe hade crer que‘o intento foy dea fervirde graga , porém que fe nad. mediaé e- ftas dependencias, ev, m, he homem, que vis 2 ue ofeuine — io juftto,e naO de graga, e reter aguillo, queo litigante | havia de pagar a outro Procurador, que lhe defendeffe. 0. feu, picito. Veja-fe tambem a Bonacina tom. 2. circa 8, prac. difp. Bo. 4-3. yay , 7s a Wal ths Mey ve tambem me accufo yn ‘padre, Be Ra ee. j _ 40 P, » que ten= tmunicafle hum negocio com hum Advogado, — » Omefmo dice, em cafo femelhapte na Di hum concelho , €0 fiz affinar pelo tal Advo- e lhe pediffe o feu par cer, eu mefmo dicey gado, edodinheiro, que elle me deuparaette m, fiquey eucomhumaparte,dandoaoAd- vogadoa outra parte, - C, O Advogado. foube todo 0 cafo,e que ea v. m. ficava com efla porga6? _P, Sim, Padre, ede boa vontade recebeo 9 queeu lhe dey , por duas razoens ; huma, pore _ que na6 teve elle mais trabalho ,do que affinars ; € outra,, porque como eftava na minha elei- Gad ir a efte , ou a outro Advogado, fedeo — por contente , de que eu fizelle eleigaé delle Pea MO Nicol ut ub, _C. Opatecer, que v, m. deu era fufficientey — % e cabal para.o negocio, de que fe tratava be ee PB. Sim, Padre; porqueonegocignadtinha = muita difficuldade; e eu eftavabemverfado no efpe _ C. Conco C valido na opinia6 de, tivo , e pratico da fus materia, orrendo effas. condigoens he 0 ca-_ niad dé Bonacina /upr.#. 15, gp ibiden n.4.dizendo que nifto a nimgiem fe faz ageravo: a0 Ad- yogadonaé , porque pela paca tabqliio , que it

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