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‘pobrigado a reftituir. Capitulo IT. Dos Advogados ae caste ne i oun o epee yn, 1. tY .11.de confcient: aifp.z. fect. 8; 2.61; eieiina levo com Lnsebacat ate thanat.P. ¢r. 10 fobre a Propofiga6 2. con- denada por Innocencio XI. mum. 25. Porém ‘emcaio, que aopiniad da fua parte feja me- nos provavel, diz Diana p. 2. tr. 13. de opis gion. probab. refol. 4. que o deve declarar a parte. pata que veja fe quer , ou na6 quer en- Tar no pleito ; eno cafo, que na6 vt efta geclaraga6 , eftd obrigado a reftituir a parte Osgattos,e danos. Mas fe a opiniaé da fua parte foffe tal,que os Juizes poucas, ou nenhu- mas vezes fe inclinaflem aella, na6a poderd patrocinar , porque fe expoem a perigo ma- nifefto de perder o negocio ; e fe entra no pa- frocinio dacaufa fingularmente , fem mani- feftar 4 parte o eftylo ea: se oat ir commummente ageella opiniad, efta- Ker , Trallench in Decal, ‘gom.2. lib. 8. cap. 5. dub. 4. 0. 4. TS a probabi idade for pouca, ou tenue, feja ‘extrinfeca , ou intrinfeca, naé fe poderd fe- guir; porque ifto eftd condenado por Innocen- ‘cio XI. na Propofigaé 3. Veja-fe noér. 10. n. 26. E muito menos poder4 o Advogado entrar no patrocinio da caufa, quando efté méramente duvidofo o direito da fua parte: Quidquid in contrarium fentiat Lorca apud Cafpenf,. sibi fupra. Adversencia. a) A Dvirto aqui com ef ial cuida- do aos Padres Canfeffores , que a a feus pés chegar algum Advogado > ponhad na confideragad os graves incon _ venientes, que fe feguem de terem tanta fa- cilidadé em entrarem no patrocinio das cau- _ fas levados da fua cobiga,e interefle, fem re- pararem , que fendo os pleitos officinas de o- dios , paixoens, malevolencias , pefares , ga- flos , cuidados, desvelos, enfados, e innu- - tmeraveis inconvenientes , fe metem a defen- der qualquer negocio , fazendo as partes mui- _ toplanos os montes fragofos , pintando fegu- too Gg he fallivel , fegurando a juftiga a quem talvez terd muyto.pefo de injuftiga , promet~ tendo bom fim, quando os principios feraé a- _tafo bzm maos: nad {6 peccad nifto grave- ‘Mente , com obrigacaé de reftituir , mas fe acafo tiverem ja entrado no negocio, e vi- _ fem que nad he jufto, devem ftir delle, ¢omo tem jurado: e fe conhecem que ainda _ tendoa parte juftiga provavel , os Juizes raras vezes feguem efla opiniaé, devem fallar claro _ aos litigantes, defenganalios Chriftamente,fo- livitar a paz, e ajufte no melhor modo , que for poffivel ;e fe nado fizerem affim, Ve illis! az P, Padre, tambem me accufo, que de- Part, 113 fendi outra.caufa criminal com opiniaéd menos provavel. C, Defendeo v. m. a0 aceulador;ou ao reo? Porque'em defenfa do reo bem péde o Ad vogado entrar com opiniaé menos prova- vel. Leffio 4b. 2.de juft. cap. 32.,° 8:52. com Soto, . patrocinava ao accufador. P. Eu, Padre, C, Quando ‘a juftiga do Author , ow accu+ fador he menoscbt que a do reo, enfina Joa6 da Cruz, Martins, e outros , referidos lar Diana ane i ae Silveftre, refe- ridos por Paldo p. 1. tr.1. dé confeient. difp. 3, und. 11. #. 1. Sian, e Soto meat rullench /oco cit. #.3. que nad pode o Advo- do defender ao accufador ; porque: Cum t partium juraobftara ,reo hpesdun of p> tius , quam altori, de regul, jur. in 6. regul.11. Naé obftante,tem o contrario Leffio fupr. Bo». nacina tom.2. difp. 10. in Decal. q.2.p. 4.2". 8. Trullench /upr. Salas,os dous Sanches , Villa- lobos, e outros, que citados fegue Paldo /jupra #.2. Porque o Advogado naé define, nem ten- tencea a caufa , mas f6 allegaasr e Le- ys, que a favorecem. E além difto, fe he licito ao accufador entrar na caufa contra ofeo com opiniad menos provavgl , tambem ifto ferd li» o ao Advogado, A de direito allegada fe hade entender que falla com os Juizes, e na6 com os Advogados, pois eftes na6 deter- minaé as caufas, e as vezes fuccede parecer aos Juizes mais provavel aquillo , parece menos provavel aos Ad 5 mes ue te- nho por muito provavel efta fegunda fenten- ga , aindaque a primeira he mais piedofa, e be+ nigna, por favorecer ao pobre reo. 23 P. Padre , accufo-me, que em alguns negocios ufey de algumas deftrezas para ven- cer a0 meu contrario. . C. O pleito, que v.m. defendia era injufto? Porque fendo injufto , na6 poderia ufar deflas artes, e eftaria obrigado areftituir os danos, que occafionou. P. Nad era injufto o pleito , que eu patro- cinei , fenaé muito provavel. C. Effas deftrezas, que v. m. ufava, erad com falfidades, ou com mentiras ? Porque co- mo a mentira feja intrinfecamente m4 , na6 fe pode ufar della para trapaflear nos negocios, P. Padre , na6 interveyo falfidade alguma; era {6 pedir dilagoens , ajuntar incidentes ’ e€ outras coufas, pata defte modo fair com victoria, ‘ C. Naé he licito ao Advogado ajuntar do» cumentos falfos, textos dolofos , fobornar tes ftemunhas,e introduzir dilagoés fuperfluas‘em detrimento da parte contraria, como dizem Silveftre verbo Advocatus n. 4. Navarro , Fil- liucio, e outros, que fefere, e cita Fagun- des tom.2. in prac. Decal. ib. 8. cap. 38. #. 18. Rj, Ver-

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