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f e @¢ , Cap. IT. Do Minift-que és contra’a primeira razad : Da razad da bilidade he o medo, ou temor : logo a- 2 o entendimento -dé affenfo com te- a opiniaS , naé ferd poriflo tenue a fua babilidade. Refpondo, que fe hadde contfi- it dous medos , ou temores nas opini6es , ) Acerca da verdade do objeéto, ou mate- a opiniad , e outro acerca da probabilida- la me{ma opiniad : o medo acerca da ver- s objectiva he da raza6 da opiniaé ; por- lo mefmocafo , que.a verdade fica em nos de opinavel , he precifo nad deixe 7a ao entendimento, e confeguintemén- Mique algum temor da dita vetdade: mas o emor acerca da probabilidade he proprio da opiniad , que he {6 de tenue probabilidade; gue a que he céertamente provavel nao dei- fle temor, oumedo: ecomo a opiniad, ydiz , que. a Bulla-a proveita-aos Regulares 0s Metis refervados, traz comfigo o temot que he tenuée a fua probabilidade. Mas como’os entendimentos humanos fa6 ta6 diverfos nos feus jyizos, ena6 he facil “feduzir a todos'a huma opiniad, me pareceo nad gaftar tempo em ventilar mais diffufamen- ‘teelta quettad ; foadvirto aos que fizerem jui- go pratico de que he provavél que a’ Bulla Yale aos Regulares para ferem/abfolutos dos ®afos refervados , que ufem da dita opiniaé 0m temperanga, valendo-fe della {6 para o| ¢afo , em que hum Religiofo ajuftado , bem o- ‘Ppinado, e timorato caiffe por fraqueza hu- “Manaem algum cafo refervado ( pois ninguen ‘felta vida , e defterro lamentavel eftd feguro de naé cair , attendendo a fumma fragilidade ‘da noffa incoftancia ) e fe achar em anguftias} r ao feu Prelado a pedir a remediar , valendo-fe abfolvigad , 0 po ‘da opiniaé da Bulla, fe fizerem di@ame pratico de. que Jhe aproveita ; porémo valer-fe defta piniad ( ainda aflentindo a fua probabilidade) indifferentemente para todos, quem na6 vé , “gue he dar licenga ao fubdito relaxado para foltar fem temor as redeas ao vicio com a fa- ilidade de fer abfoluto pela Bulla? Quem nab 2 » que o véo, e embaraco de haver shegar a0 Prelado para a abfolvicad., ferd paraque fe comprima6 nos feus limites ppetites viciofos ?: Quem naé repara , que he fruftrar de todo a refervagaé dos cafos,, fim, queniilo tem a Religiad, e teve o Sii- ntifice Clemente VIII. em affinar parao ‘loverno Os peccados , que importava Te- Trvar nas Religioens? Quem na6 adverteo aizo, ¢ dano, e o detrimento, que de tu- Go ito fe fepue a Religiad ? Sem duvida o ti- ha muito prefente o Papa Urbano VIII. qua ‘80 na Conftituigaéd acima mencionada mo- on » € fentimento, gue lhe caufou'o Fart. I. tr provavel ou naé ; por effa raza6 tenho. pdéde abfolver aos Religiofos. 85 tet fabido , queos Regulares , depois do De- creto de Clemente . feu predeceffor, fe ti- nhaG valido do eon ce da Bulla para os ca- fos refervados: Nibilominus (diz Urbano VIiL:) Jicut nobis non fine animi nofirt moleftiainnot nit , peenelll Ora: ext Bulle ejufdem Santte Crucia- té@ , ac dittorum indultorum , confeffarium hu- jufinod: , qué eos , ut prafertur , abjolvat , eli- ere poffe pertendat , ec. 1) aes » qua- tum nobis ex alto conceditur , fare, Oc. 19 P. Pois aindagué v. m. nad dé affenfo a efta opinia6 , de que me aproveita a ate pata fer abfoluto defte cafo refervado , fe fz que ha Authores clafficos, que tem por pro- vavel efta opiniad , e he corrente , que o Con feflor deve conformarfe com a opinia6 do pe- nitente ; como na6 fe confétma v. m.com & minha , e me abfolve com efta opini aéd , q ue muitos julga6é por provayel ? C. Na6 ignoro havet Authores praves’s que tem pot provavel a opiniaG , que affirma, que a Bulla aproveita aos Religiofos para fe- tem abfolutos dos cafos refervados ; e que he opinia6 corrente , que o Confeffor deve con- formarfe com a opinia6 do penitente ; porém ifto na6 fe entende em pontos de jurifdiccad; porges neftes pontos na6 eftd o Confeffor o- igado a conformarfe com a opinia6 prova- vel do penitente , mas pode feguir a fua mais certa , como diz Marcancio , Oviedo , Bardi, e Efpindo , referidos por Dian p. 9. ¢r.7: re/ol. 57. Lugo, Valé¢a, e outros,referidos por Moya sn SelleG#. tm.1. tr.3. difp.8.q.8.n.4. E eu digo com Ponce’, e Joaé Sanches nas Conferencias p.t. tr.t. de conftient. probab. num.17. Pois co- mo a opiniad , que diz, qué os Religiofos pé- dem em virtude da Bulla fer abfolutos dos re- fervados , tocaem tan jurifdicgaé ; da- qui vem, que nad eft4 o Confeflor obrigadoa conformarfe nifto com a opinia6 do peniten- te, € péde feguir a fua, que he mais certa, e i ee oD Tudo o que fica dito nefte capitulo, e no antecedente , em ae: eeear cee Religiofos ra os peccados mortaes refer- vadte ; e na6 refervados fe hade entender tambem das Religiofas , que nad pédem cons feflarfe fenad com os fugtos flomeados pelo Superior , a quem eftad. eee » Nem’ podem valerfe do privilegio da Bulla’ para effe effei- £0, fenstiedes as limitacodens , e nos cafos a* cima ditos. Porém nad fe entende ifto com os Novigos, e Novicas ; pois aindaque eftes dos privilegios favoraveis da Religia 6, podem valerfe do privilegio da Bulla para fe- rem abfolutos, como os feculares, de todos os ados , e cenfuras refervadas , como fe 7 sverém Leandro de Murcia P.2. da Reg. fae! 89. 8.9. @ 10. eem Portel im dub. Re. gul. verb. Novitins ‘a eacerefcenta _ eee tae Latter ¥ t f \ a” t SS anal e e mee SO ti Ra ah ia a it
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