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*. a ie 76 SA Trae. XIII. Do Eftado dos Parbcosl tou huma circumftancia, e foy,que o enfermo -C. Nad obrou v. m. mal, aindaque lhe fal- fizefle pela fuama6, fendo poflivel, huma ce- dula, ou por maé de v. m. em quedicefle: he. minha vontade , qué ao meu Confeffor fe en- _ tregue tal quantia; e depois fizefle claufula efpecial no Teftamento, dizendo: He minha vontade, que huma tedula; que fe achard em po- der de fulano, efcrita da minba mao , ou da /ua, @ reconbeca por minha, e lhe feja entregue pe- los meus Lieb at diedgne eu fallecer, a quan- tia, queimporta a dita cedula: e que naé fe lhe pegaconta ( como nad fe the péde pedir ) do fim , | erie be effe dinheiro.. Aflim diz Macha- Mo in Sum. tom. 2. lib. 7. p. 3. tr. ult. docum.2. MUM. 2. Mey at 107 Eftes fa6 os cafos, que regularmente pédem acomtecer ao Paroco, ou Confeflor , que affifte ao enfermo , em ordem ao Tefta- mento. Faltame advertir ao Confeffor , que quanto the for poffivel ( principalmente fen- _ do Religiofo ) fe abftenha de intrometer-fe neftas materias ; pois com difficuldade o fard fem desdouro feu. e fem dar occafiad para que osmalcontentes, que ratas vezes faitad neftas occafioens, cenfurem , e murmurem do tal Confeffor, que naé teve culpaalguma: In caufis pecunéarits(diz Santo Ambrofio 4b 3. de _ Offic.cap. 9.) intervenire non eft Sacerdotis ,in quibus non poteft fieri, quin frequenter ledatur alter , qui vincitur , quoniam interce/foris bene- Jicio fe vittum arbitratur. E fingularmente de- ve o Confeflor abfterfe de ee elpecie de.interefle proprio, e nad perfuadir ao enfer- - mo que fe lembre delle, e Ihe faga algum le- gado-efpecial ; porque ifto tem refabios de a- vareza , 2 qual deve eftar muito longe de hu- ma peffoa dedicada a Deos, como diz Chrifto _ Senhor Noffo porS. Lucas, cap. 22. Cavete ab omni avaritia, — Deve tambem o Confeffor perfuadir ao _ enfermo, que difponha com tempo as fuas ¢oufas, em quanto fe achacom 0 juizo faé, a , fe . . + . \ + ' 5 €inteiro, paraque defembaragado defle ne- gocio, pofla dedicarfe (em outro cuidado ao negocio dos negocios, que he a falvacaé e- terna ; € que procure difpor as fuas coufas com clareza , e efpecificacad , de modo, que na6 fiquem motivos para letigios, e pleitos , que {a0 a origem de odios ,e difcordias. Que na difpoficad das Miffas fe porte de modo, que fejaé ditas com toda a brevidade, para lo- grat logo os fuffragios a fuas alma; que fe ef- ueca do faufto , evaidade , e nad folicite no eu enterro ,.e fepultura pompa demafiada , e apparato.; pois he coufa muito defproporcio- nada, que o cadaver’, que fe.entrega aos hu- mildes abatimentos da terra , queifa , com as _azar da vaidade , remontarfe fobre os ventos; ‘€ queeftande o corpo na fepultura, debaixo dos pés de todos, intente a ambiga fumido fobre as cabecas dos mais: PAR TE V, Da obrigagad do Paroco, emordema : bem morver os feus frégueses, 108 P. 7 Adre, eu me accufo def A na affiftenciados enferm ribundos. \s)aRe . C, Huma, das cargas pefadas,, ede og encia, quetem o Paroco, he\adeafit enfermos com caridade, como pondérag deal Tolledo Jib.5 .cap. 5. fub .t2. neftag _vras : Debet ( Parochus) infirmos fue Pap vifitare, (> fcire an Sacramento indigeans, periculofus et morbus ; (> debet minifira fo[quead fufcipiendum exbortare , & aa fi dis tefiamenta ey alia Chriftiana opera i non exequi officium , eff graviffimu Eaindaque Machado tom.2. ib. 4 \p.an docum.23. . t. diz, que o Paroco nad B mortalmente em na6affiftir a0 enferme o ajudar a bem morrer , depois que jd té cebido os Sacramentos, e bem difpotts coufas da {ua alma; excepto 0 cafo, mm o enfermo eftivefle impenitente , fem@ul confeffar-fe, nem largar a occafia6 prokig e.que naé hade deixar o enfermo pela frenetico ; pois fe tem vifto muitas Ve que taes pefloas, ao tempo de efpirar, Comm maé tornar a feu juizo. Porém.a efla dout de Machado accrefcenta Lumbier nosf ment, tom, 2. fragm. 9. %, 685. que nab ha do outras peffoas ,.que afliftas a0 enff para o confortar nos feus bons propof parao fim de o encaminhar ahuma boag te, deve o Paroco dar volta deq quando , para ver o eftado do enfe neceflita de mayor affiftencia. - 109 Eutenho por muitoacertado rifimo o dictame de Lumbier ; po quella perigofa hora {a6 muitas.as be com que o c6mum inimigo intenta de caftello da alma, e fazerie fenhor dell os affaltos violentos dos enganos; é€ roco na6 foccorrer efta praca em ta do cerco, corre grande rifco, e perig tentagoens naquelle tranfe {a6 muitas , 431 gas do enfermo poucas : as anguftias Iheg gad ocoracré: as dores lke abatem as pot cias : as queixas lhe opprimem o animo:Gf cidentes lhe perturba6 os fentidos : a atilis he grande: o temor efpantofo: o horror morte formidavel : a perplexidade , €i fe me falvarei, fe me condenarei, torcedor infofrivel : a efperanga alenta 70 mor acobatda: e entre a efperanca , © teme flu€tuando o baixel da alma, eftd em rifeo daratravez.¢ fundirfe nas mais triftesone
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