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p. II. Da obri ge @ Paroco hade prégar as cou- ies Rfalvacad das rye por fi, ou ios. E pergunto : ou 6 Paroco tem le- }impidimento, ou ona6 tem? Se nad , nad pode fubftitair todoo anno a ou- gis (6 em cafo de legitimo impedimento mitte 0 Cocilio, fy ate lp haba werint . & fe o Paroco hade prover por seflario a falvaga6 das almas ; logo por e prég: , pois de outra forte , com gran- ‘difficuldade fe dar providen- iivaga6 das almas. Nem Soares favore- lem diz tal coufa , como adverte Lean- 9: cit, e confta das palavras de Soares “Ac virto, que quando digo, que o Paroco ido de prégar algumas yezes , aindaque um mez , em dias defcontinuados , nad Bravemente, fe hade entender com at- | ao direito do Concilio Tridentino; ‘Porque attendendo ao direito: Divino , eftio 30 obrigado,, debaixo de!peccado mortal, gar todas as vezes , que.o povo tem gra- ‘Ye neceflidade da fua 260, e€ doutrina: m Barbofa whi fup. fub a8. Bonacinacom tle no lugar citadon.30. v 74 Diga-me agora : Quemotivo tinha ¥. fi, para deixar de prégar ? . Padre, alguns motivos, qué me pare- 6 fer baftantes parame efcufar. Mrs 7C. Quaes era6? _ 9 P. O:primeiro, por ver que muitos deixa- ao de o fazer. rn ~C. Ocoftume legitimamente introduzido de aLey Ecclefiaftica , como dice ,coma ‘Opiniad cOmua , ‘nas Conferencias p. 1. tr. 3. -7:§. os he Sendo Ley Ecclefiafticaa \ etermin niche , ee ona aos Farocos prégar-nas Domingas , e dias feftivos, Ceflaria effa Ley, fe houveffe coftume legi- timam: es ee ee ella. Mas na6 Ba tal coftume legitimo, porque para haver — goftun tithe ebtre fiddles cut dic6es , fe _. Teque imento.do Lepislador , ex Jeg. Wauibus , L. fedea , fF. delegib.e 0 tem como itante Caftro Palao tom.1.tr.3 di/p.3. put. 4. #.1.-€ fica dito no dugar citado das Conf. |, Sed fic eft ,quena6 haconfentimento do dor , que’he o Cancilio , nem do Papa, parece o puiléra dar ; eos Bifpos , aindg ifendo ‘os Legisladores defte preceito, co- a6 ordinariamentenas vifitas deixar man- tide Gos Parocos, que cumpra6 efta Ley do Ncilio ; logo nadcha coftume introduzido, nderogue a fobredita Ley do-Concilio : .¢ puns deixaé deo:fazer , nad fe chamard me, fenaé corruptella. oor rel ‘Par ca th | gacad., qué os Parocos tem derefidir. fullench, fendo citado por elle a feu fa- - + gt _lecer contra o-direito Diviao., como tem cé- mummente os DD. een o.dice.nas Conferen- Cias wo /ugar cit. #. 16, QOdireyto: Diving o- briga-aos Parocos a prégar, @ doutrinar os feus fréguezes , como-dice nefte cap, 2, 1. Lo- g0 ao menos por efta razaé eftarad os Parocos obrigados.a prégar, nad obftante qualquer co- ftume IF P. Padre » tambem tenho deixado de prégat » porque na minha Paroquia prégad na dias, em que ha Sermad. C. Que genero de Sermoens fe coftumad t neffes dias? ‘ . Padre , os Sermoens dos Santos , que oc- -correm. C. Efles Sermoens dos Santos era6.doutri- naes pata 0 povo? ; P. Regularmente f6 fe tratava das glo ias, e louvores dos mefmos Santos. C. Quando no pove ha ordinariamente Sere moens na toda do:anno.,, diz Trullench fobre oDecal. lib.4. cap. 1. dub. 8. #, 12..com Potlevie no , que o Paroco eftd efcufado de prégar por fimefmo , aindaq de {ua profiflad feja Préga- dor. Seguea Trullench, Diana p.6.tr.7.ref13. € parece ter por provavel efta fentenga Lean- dro do Sacramento 7.8. tr.7. difp.8. q.12. pois” feguindo a contraria, {6 lhe chama mais pror vavel. Mas o contrario tem Barbofa de offic. Parochp.1.cap.14.".9. Leand. ibi , Bonac. tom. 2. difp.6.cire 4. prac. Decal. pund.8. fubn.4, 16 Porém eftas duas fentengas,a meu juizo, fe hadde conciliar precifamente nefte ponto fixo , reduzido a duas condigoens. Primeira, que os Sermoens , que os outros prégaé , fejaé tad frequentes , que equivalhada obrigagad, que o Paroco tem de prégar , conférme o Con= cilio , nas Domingas ,-e. dias feftivos, coma intengaéd , de 4 aflim como a Paroco na6é pec- ca gravemente, aindaque por fi mefmo naé prégue alguns dias feftivos , conforme o que ficadito #3. tambem na6 peccard gravemen- te , aindaqué outras tantos dias faltafle outro Prégador. A razaé defte acetto he ; porque o acceflorio fegue anaturezg do feu principal , como confta de reg. jur. in 6. reg. hates, um 42. Sed fic eff, que nefte cafo o principal obrigado he o Paroco, eos que fubftituem o feu lugar fa6.como acceflorios : logo devem ‘feguit ‘a:matureza do feu principal , econfe- guintemente fupprir tantos Sermogns , quan- ics o Paroco devia prégar para cumprir a fua obri . 3 e tit fegunda condicaé he ; queos Sermo- | Lea, ian ae do os haGde prégar os ou- trosPrégadores , fejad doutrinaes, e ordena- <dos ao proveito ae das:.almas. ave scondicad he expre pelos que tem:a fen- ‘eng lavoravel 0s Forces , pois Trulleach 2 ° do anno muitos Religiofos em muitos —
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