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4 * Cap. IV. Do eftipendio da Miffa. - gave. Quando fe d4 quantia eftimada por rave, he peccado mortal na6 celebrar a Mif- ha grave obrigaca6 de reltituir. Affim ubi fup. com Dicattilho. 77 P. Padre, accufo-me, que hum dia melembrey de applicar a Miffa no pri- ro Memento,‘e aappliquey no fegundo pefloa , por quem a havia de dizer. . Na6 tinha v.m. feito applicacad antece- fe no mefmo dia, ou no outro, pela ten- sao, pot quem a havia de dizer? 7? P, Padre, no dia antes fim me occorreo ap- , a; porém dice: poderd fer quea ma- rerey outro, por quem dizer Mifla, e en- aapplicarey pela fuatengad, . Para que a Miffa aproveite, e o Sacerdote, que a celebrar, a applique: * aque Diana p.1t. tr.6: refol. 40. §. Sed boc , com Leflio,, diz, que fe 0 Sacerdote fe ece de applicar a Mifla por outro, rece- ile me{mo o fruto da Miffa, porque fe ime fer efta a tenga implicita do tal ce- ante. Porém efta opiniad , a meu ver, tem isde piedofa , que de verdadeira. 8 Bem verdade he, que aindaque o Sa- rdote nao applique a Mifla no mefmo dia, lendo-a applicado no dia antecedente, dizen- - do: tenho tencad de celebrar 4 manha por tencad de tal peffoa; fe naé revogar efla ten- “Wead , valerd depois, aindaque nad fe lembre Vide applicaila de novo. Porém fe See nho propatite sie applicar ao depois a Mifl 4 manha por tal pedloa; e com effeitos Va applicafle, nad aproveitaria, como diz | Mhacina tom, 1. difp. 2.de Sacram. q. 3. punit.2. 1.3. fubn.11.§. Refpondeonn ) 179 Dirds contra ifto: Eflatengad forma- da no dia antecendente he habitual : atqué na primeira scl condenada por Innocen- cio XI. fe Sacramentos a tenga6 habitual , por fer menos fegura que a actual, ou virtual: logo naé fe poderd feguir a opinia6 de que bafta applicar Bo dia antes o Sacrificio da Mifla. Refpon- 6, que o condenado na dita Propofigaé he o ir aten¢a6 habitual no fazer dos Sacra- ‘os, como fe pdde ver no ¢r. 10. ends nad fallamos da tengad neceflaria pa- ebrar , fena6 da tengad de applicar o fru- 9Sacrificio ; e fobre ifto na6 diz coufa al- ia a dita condenagad. tt © E volrandoao noffo cafo, digo, quena enga commua, que diz, que a effencia for- do Sacrificio da Miffa confifte {6 na Cons 6, nad cumprio v. m. com applicat a ‘feu Altar. he neceffa- eclara por improvavel feguir nos p. 10. tr. 12, ref: 27. Porém a primeira opiniad he commua, e verdadeira , €a que eu julgo fe deve feguir, epraticar, < eh * CAPITULO V. Exhgrtagad , que fe hade fazer ao Sacerdote no Jim da confiffad, “N L.% ftantemente ponderar av. m. a e- ar minente altura, que tem o elevado monte da dignidade Sacerdotal, ea fumma pureza, que | requer a Mageftade Divina nos Myfterios do as poteftades, nem aos Querubins , nem aos Serafins, nem algum Efpirito daquellas Ce-. leftiaes Jerarquias, que afliftem na prefenca do Rey da Gloria. A eftas foberanas intelligen- cias encomentiou o emprego de fazer guarda a Real prefenca de Chrifto Sactamentado; ex: ercicio, a que fe applicad com t AG ferd facil , fenhor , poder eu ba- Naé fiou' a Suprema Bondade efte emprego aos Anjos, nem aos Arcanjos,nem y. ta6 reveren- ‘te refpeito, e attengad ‘reverente, que diz S. Joaé Chrifoftomo , que cheyos de pavor, e- Z aflombro,-e feus olhos quafi cegos com os » ee rayos , que admiraé naquel- la Sagrada Hoftia, na6 fe atrevem a regiftar com liberdade ta6 veneravel Myfterio , como diz o miefmo Chrifoftomo Homi!.60, ad popul. — Quod Angeli vi- ie i ? Antioch. por eftas palavras: dentes horrefeunt , neque liber audent int propter emicantem inde [plendorem. Efte emprego Sagrado, que com devota admira6 os Serafins , e nad o logroua fua dita, fiou a Divina Bondade aos homens, ‘creaturas , por fua natureza, de Ordem muito mais inferior, que a daquelles E(piritos Sobes ranos. Quanto pois deve fer o aprego, com. que havemos de venerar, e eftimar em nds -mefmos dignidade ta6 fuperior, portando- nos nad como filhos do mundo’, fena6 como ulagad- 2 Me a ER: Cidadaos do Ceo? Diz S. Joaé Chrifoftomo lib. 3. de Sacerd. que a puteza de hum Sacer- dote hade fer tal , que fe o puzeflem no meyo dos Anjos, pudeffe afliftir com decencia na fua companhia: Neceffe eff Sacerdote fic effe purum , ut fi in Celis ipfis collocatus , inter ces _ leftes illas Virtutes medius flaret. _Advirta, filho meu, que tal eftd o feu cos -tacaé; repare , por vida {ua, a pouca pureza_ dos feus coftumes ; veja que as fuas obrasfa6 muito differentes da fua obrigaga6 : naé feja v.m. do numero daquelles, que abomina Das vid, que na6 fouberaé entender a grandeza do feu honorifico officio: Homo cum in hono- ft no fegundo Memento. Porém fendo| re effet, non intellexit. Pfam. 48. €ifto , por que a effencia formal do Sacrificio a6 faberem que o emprego , officio, e digni- confilte na Ponte } della fe fe: Affim Tamburino referido por Diana | ne, tard applicar a Miffa no fegundo ea, dade Sacerdotal he ta6 Superior , que na6 fe “acha extremo, a que fe pofla juftamentecom- ' pararycomo dizS. Ambrofio ib. de dignit. Sa- - cera.

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