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216 Tratado X. Das Propofigoens condenadas — nega a abfolviga6 pelos peccados veniaes , fe- nao por falta da dor dos) mefmos peccados; porque aindaque fe pédem. deixar de confef- far, com tudo, chegando a confeffallos , ha- de haver neceffariamente dor;: quando nad concorre outra materia remota neceffaria 5 ou voluotaria : Atgui féendo de coftume;naé pode o Confeffon fazer juizo, qué ha dor dos taes peccados ( fatvo. nos’ cafos ditos nas Conclufoens antecedentes ): logo fendo os peccados veniaes de coftume, ‘esnad con correndo outra materia neceflaria; ou vo- luntaria, fe hade negat a abfolvica6; nab pe- los peccados,, fenad porque o coitume delles perfuade a falta da verdadeira dor. Aflim. co- mo fe hum confeflar hum , ou muitos pecca- dos veniaes (aindaque na6 foflem de coftu- me) e naé tivefle dellesidor alguma’, na6_po- deria ceceber dignamentea ee ee Ihe faltar a materia proxima: logo o me{mo fe hade difcorrer no noffo cafo. aq, oop 258 Porém feo penitente , Além do coftus me de peccados veniaes,' confefla'algum pec- cado venial, ow mortal da vida paflada , ou prefente , de que naé:tem coftume ; entad.pd - de fer-abfoluto. A:raza6 he1. porque como hum peccado venial péde fer perdoado,, fem que fe perdoem os outros y tambem-péde ha- ver dor de hum ,-fem:que a haja dos mais.: >; .. 259: A outra‘razad he, porque aflim como Os peccados veniaes fa6 materia voluntaria da confiffa6 , do mé{mo modo {a6 materia da dor. E finalmente, porque para o valor, e ftutordd Sacramento , nab fe requetdor, nem propofito deevitar todos.os peccados veniaes; Affim Diana p.1.¢r.4.refol.117. e'com Henriq, e Dicaftill. o:mefmo Diana p.1 eee com-tanto , que falve a'dor, e propofito em outro peccado venial, ou mortal’: logo, &c; 260 Concluo efta materia com encarregar aos Confeffores , quequando chegarem a feus pés:os penitentes. com coftume de'muito tem- po, tenha6 cuidado de os admoeftarcom ef: pirito 3-e' zelo do feu mdo eftado., ponderan- do-lhes‘a fealdade. da culpa, pois comella tis réraé tyranamente a vida ao Filho de‘Deos': reprefentando-lhe as immenfas finezasde‘hum Deos ta6 amavel ; ¢ que na6. he raza6 pagar com ingratidoens: ta6’ foberanos. beneficios ; como nos difpende:continuamente a fualibe- ralidade Divina: e outras razoen’ femelhan- tes a eftas,. que fe pédem' ver no! Dialogo tr. 10. cap. 1, Porque: creyo:,"que'amuitas ve> zes eftad os penitentes:ta6 arraigados ‘no: vis cio , pela omiflaé de muitos Confeffores ;que nad cuidad; com zeloy; daquella’ alma , que eftd a feus pés;¢ affim dara6 eftreitifficacon- ta no Divino ‘TribunalioQumefmo. encarrego has ‘Occafioens proximas, deique fallad as Propofigoens feguintesy or Seq p88 o9 ib PROPOSIGC,AM 1 Alguma vez péde fer abfoluto aguelle ed em occafiad proxima de peccar , quel mad a quer Jargar , antes abufca dived te ;.¢ fe mete nella de propofito.. Conden; : ee PROPOSIC,AM LXi” | Nad fe deve fugir 4 otcafiad proxima, tar, quando ha alguma caufa util, ou para.anaé largar. Condenada. = | -- 262 Supponho: r. Que a occafiaéd car , hum’ he proxima, e, outra remota, mota fe dizaquella, da qual na6. fefe certo, moralmente o peccado: v.g.¢ nefte mundo pftecifamente; fe dizo remota de.peccar, por haver nelle tani cafioens , e Perigos » que. incita6.ao pes Ninguem eltd obrigado a fugir defta og remota, nem della falla6 as Propoficoens denadas , fena6 na occafiad proxima, gf aquella, de que, attentas as circunftane pefioa, tempo, jugar, our experiencia’ priaj,ou de outras: pefloas de femelh condi¢aé, de certo moralmente “fe feg peccado. of Ga 262: O¢cafiad:préxima: por circuok da. peffoa, he, Quando-atal pefloa hé'r inclinadaao peccado., ou. pot feu natu ou pelo feu méo coftamesi: goa avare luxuria ,, &¢c. Pela circunftantia do luga t4, quando ohomem tem: dentro dec coftcubina,,-ob windaque :actenha: fora liberdade ' parayIhe fallar todas as vezes , | qnizer ou quando, por elle a ter.em c: od por vifitalla:férayha; rumor no:povo:, que ellenvive maly: aindaque alids nad. affim. ipient oo sadscs & on 263 Por circunftancia da experiencia | occafiad proxima, quando‘ _homem pece mais das vezes, que fe vé com a occa ou vaindaque:'HaG" tenha’ efta: experie por naé fe ter vifto em femelhantes peri faber que outros*do feu “mefino: nat condigaé , coftumad:cahir em: feme pmecahvens;)i2>. sfoon's orioonaL ‘it o1264iPela cicunftancia ‘do tempo quando.o homem' em pouco!tempo cdee tas vezes 5 como fe em huma vez’, fendo! tado ‘winte’vezes, cahio. emtedas’ imais delias: .porém fe em Rumsanno pede fe {6 vinte vezes’, centaé naG feria-o¢ca proxima a circunftancia dotempore 9° +265: Supponho 2; Que a ccéafiad prot ‘ma fe pode verificarem todo DRenes cados ; ena6 {6 nos'de obta; fenaé nos de palavra, e:penfamentos tar-feccom'a hee quafi fempre o furtar, murmurar, nat mifla; jurary' ke, E nefte Pe a ten eT Coan. ca eke RN RAO RIE LAI ITS AL

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