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io ©~Na6 fe péde duvidar, que hapreceito Wino que por fi obriga a fazer acto de a- ir de Deos ; fe bem que nem Deos, nem a ja tem determinado quando obriga efte ceito. “Lambem obriga per accidens efte ;ceito, V.g. quando he meyo para vencer mma tentacad de odio de Deos, deblaf- ja, &c. ov quando ao Sacerdote infta a vaca de celebrar, e nad tem copia de ellor , eftando gravado com algumacul- Te on ee | Digo 1. Que nad cumpre com 0 pre- ode amar a Deos aquelle; que {6 huma a vida fizer acto de amor Divino; porque « td expreflamente condenado ; como jem o dizer, que nem cada cinco annos pa efte preceito. wes laqui fe infere, que tomando em toda a sriedade rigotofa a condenagad defta Pro- i¢ad , nad ferd comprehendido nelia aquel- “que de cinc6é em cinco annos fizer acto mor de Deos. A razaéhe; porque a opi- pcondenada dizia, quenem ainda decinco inco annos obrigava,,extendendoa mais inco annos a obrigaga6 defte preceito : lo- a6 fe condena o dizer , que cumpre com preceito aquelle , que cada cinco annos cht net Sir AG are eR Sk 8 a Sega Te malt shed Si eI RO ai tt acto de amor de Deos. nit Porém o que fe deve dizer, he, que efte eceito obriga huma vez cada anno, Affim lurtado de Mendoga 2. 2. difp. 174. je. 6. §. 6, Pedro de Ledefma in Sum.tom.2. tr.3.cap. ‘ affim como o preceito da confiflad, que ambem obriga huma vez cadaanno. Veja-fe . Propof: 1. condenada. . Digo 2. Que aindaque o homem fad cOn{ciencia gravada com culpa mortal , daque jd a tenha confeflado, fe a ti- hia ; € juftificando-fe com attrigad junta com Sacramento da Penitencia, nem ‘poriffo- “cumprido com efte preceito de amara @6s , mas antes tem obrigacaé de o cumprir. faza6 he ; porque na Propofigad 7. fe con- lao dizer, que (6 obriga o preceito de a- ira Deos, quando devemos juflificaruos, e itemos outro meyo paraifio: que he dizer, $16 per accidens , e nad per fe obriga o pre- fo de amar a Deos: atqui fe o homem, indo na6 fe fente com culpa’ grave, ou fando elta jd Ihe foy perdoada pela attrigad ita com a confiflad, eftivera defobrigado te preceito, feria obrigarefte {6 per acci- is, enaG per fe: logo&e. 3 Digo 3: Que o preceito de amar aL iga muitas vezes per actidens. 1. Todas fezes, que fe hade adminiftrar et Sacra- Ato ,e 0 Miniftro eftd:em peccado mortal , i6 tendo copia de Confeflor, efté obriga- Fa fazer acto. de amor de Deos; ou de Ontrigad. 2. Obriga per accidens no arti- . e j : Part. I, : .Pelo Sanitiffimo Padre Innocehcio XI. > iI 8:5 go de morte, quando 0. enfermo nad pode confeffar-fe: he douttina;de Azor, ¢ Saach, como diz Paldéo tom, 1. th..6, dt/p.1, pund. 4, Sub num 9. e outros, que fem Os nomear, cita Cafpenfe tom.2. tr.17 difp.4. fala vam.a4 int fin. 3. Obriga per accidens, quando fe hade re- ceber algum Sactasiento de’ vivos; e fe o re- cipiente naé fe confefla, deve ao menos fazer acto dé amor :deDeos: on, de contrigad, fe eft4 em peccado mortal. Exceptua-fe o Sar cratheno da Euchariftia; porque antes de o receber, deve preceder a confiflaé, reas ee culpa mortal, ¢ copia de Con ts of, bo Be “ : : * PROPOSICAM (itt. Comer , e beber até fe fartar., fomente por Lofto, nad he peccado , com tanto, que nad faga dano a faude, pots péde licitamente o appetize natural ufar dos feus actos,, Gondenada. - 34 Digo 1, Que ferd peccado mortal, fea comida, ou bebida fizer notavel dino4 fau- de; e fe fizer dano leve, ferd peccado venial; porque nenhum hefenhor da-fua faude, nem da fua vida; e@acaridade propria obriga a {ua confervagad : logo. aquelle, que.a diffipar com a gulla, peccard grave, ou levemente, conférme o grave , ou leve dano, que dahi ihe refultar. Pye Oe Digo 2. Que o comet , ou beber até fe far- tar, ferd (6 pectadgyvenial, fe nad fizer da- no algum 4 faude: e o que fe condetia nefta Propofigaé he o'dizen ,,que nad feria nem ain- da culpa venial. Aflim Torrecill. fobre.efa Prop. tr. 8. conch: 1. Na6 he peccado mortals porque o vicio da gulla ex genere fuo nad he dino ferd peceado venial , por fer acga6 de rutos , e nad de-homens. 35 Objicies : Ao. menos no tempo paige, te {erd peccado mortal o comer, ou beber até fartat-fe, aindaque inad occafione grave da- no; porque ferd: québrantar o preceito for- mal de obediencia, com que Sua Santidade manda, que ninguem: pratique alguma das Propofigoens condenadas, fentlo efta huma dellas. Refpondo, st o aflumpto ; por- ue a commua ‘dos Theologos, na materia Leys enfina, que o Legislador nunca obri- ga coma aculpa mortal em materia le- ve. Refpondo mais, que efta opiniad fe po> dia praticar de dous modos. 1. Crendo,, que ainda era provavel, e que na6 era peccado ve~ nial o fartar-fe : € ifto feria peccado mortal,¢ acto proximo a herefia ; pois feria crer, queo Pontifice naé.tinha obrado bem em condenar efta Propofigad. O fegundo modo. porque fe podia praticar efta opiniad , era, crendo fer peccado venial 0 fartar-fe , eG a opiniad con- traria he j4 improvavel , e com tudo, fazer al- gii exceffo levado da paixad: e nefte cafo digo, Q3 que .

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