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Forave; ecreya V. P. que fe tivera mais, Ha de dizer. O08 ” Bainda efte peccado, que agora con- m outra occafiad .o fuy a confeflar, e zer o Confeffor , que era precifo ir a 1a me atrevi a confeffallo mais. | Pois nad he neceffario ira Roma; euo vabfolver deile peccado. E advirta o Con- ‘, por amor de Deos, efte ponto , que eu encontrado muitas almas,que por muito ) caldraé peccados na confiffa6 , por the | dito os Confeflores, que nad indo a a, a0 as podiad abfolver do peccado de jlidade , ou fodomia ; ignorancia baftan- ete crafla , e culpavel do confeffor : pois quer Confeflor approvado pelo Ordina- pode , por virtude da Bulla , abfolver de }as cen{uras , e cafos refervados , exce- ando a herefia externa; porque efta he re- ao Papa, Porém nefte Reyno de Portu- pode abfolver defia berefiao Tribunal do 8. 0, 0u outro , aquem feja comettido efie vy, Mas como digo, abeftialidade na6 he vada ao Papa, nem.aoS. Officio. . | quando vier — penitente com feme- ntes peccados , he neceflario. que 0 Con+ lor o anime , e defafogue, perguntando- ; hum numero exceflivo’, quando inquiric repeticad dos taes peccados ; v. g. pergun- lhe fe o cometteo cem vezes ; paraque me animo o penitente, e faga juizo de que onfeffor naG.fe efpanta das {uas culpas. © 16. O que pego aos Confeffores com todo mearecimento he , que feja6 affaveis com obres penitentes , que nad os reprehen- _ gad com afpereza, nad os recebad'com mdo “Modo, nem fe efpantem das fuas culpas , fe- na6, que attendad a fumma fragilidade, e mi- da humana natureza + e.que fe Deos na6 tivera a todos da fua maG, feriamos peyo- $ que os demonios; e vejao Confeflor , fe achafle no eftado do penitente , fe quizera +o Confeffor o recebefle com amor: pois UW quizeras fer recehbido com fuayvidade:, erte, que te manda Deos amar ao proximo a ti mefmo.:; olha que he teu proximo benitente , que hoje chega a teus pés'; ebe-o. Como proximo, idvirta o Confeffor ; que naquelle Tribu- Maptado da confiflaé reprefenta a Peffoa sos ; e fe a Bondade Divina no feu:Tri- lal fe inclina mais 4 piedade , que ao rigor , ve o Confeffor fazer .o.mefmo ; porque de tro modo na6 ferd verdadeiro Miniftro , e bitituto de Deos. se ce "Bem fe pdde , e fe deve afear a culpa ao Bhitente , proporlhe a gravidade do pecca- Geyohorror de huma offenfa de Deos ; po- réin: ja com palavras doces, e penetrantes ; dmc anne iuavemente , ¢ nad fepre- art, I, | ‘Cap. I. Exhareacaé para mover ao penitente: | 173 hendendo com defabrimento : propon ha-ihe defenganos, gue o avifem, ena6 lhe diga pa- lavras , que o exafperem 3 exhorte ao peni- tente com razoens , que 0 movaO, ena6 o ef: pante com defapegos, que o atemorizem : ha- de guiallo com luzes, que o illuftrem , e nad oO cegat com tempeftades,e trovoés, que 0 aco- bardem : fecunda-lhe a alma coma chuva da fanta doutrina {a , e faudavel, ena0 0 ape- dreje com tempeftuofas pedras , que Ihe fagad mais efteril a alma. Ultimamente , procure ligar as chagas ao penitente com a atadura da prudencia, tem- perando a afpereza da reprehenfa6 com o {ua- ve oleo do amor, e benignidade : aflim cum- prird com as leys de bom proximo , fatisfard o zelo dehum Miniftro de Deos , logrard o fim daemenda no penitente , ¢ Deos Ihe dard luzes para acertar , e prudencia para governat os peccadores. , beg 17 Muitas vezes fuccede achatfe o pe- nitente com algum coftume envelhecido de peccar , ou com alguma occafiad proxima involuntaria , nos quaes cafos fe deve ne- ‘gar a abfolvigad , conférme a condenagad de Innocencio XI. na Propofigaé 60. Porém como neftes cafos fe pédde dar ‘a abfolvi- ga, concorrendo as:circunftancias , que fe notad na explicaga6 da Propofigad dita; nefte cafo , aindaque fe haja de dat a abfolviga6 ao penitente, importa muito admoeftallo, e di- zer-lhe ; que com as. reincidencias fe faz in- capaz da obfolvigad ,«como dicemos no Pre- ambulo n.10, e enta6 fe hade haver o Con- feflot com o penitente na forma feguinte. C. Advirta , filho., o miferavel eftado em que fe acha a fua alma com effas reinciden- cias ; que o fazemra v. m. incapaz de receber a abfolvigad; pois o naé emendar-ferem tanto. tempo, heargumento , de que nao fe-che; as confiffoens com a dér neceffaria , nem effi- az propofito de emenda:: e naG-havendo efta difpofigad,eftd v.m.incapaz de receber a abfol- vigad, conforme manda’ aos Céfefforeso Papa AInnocencio XI. dizendo,g nad pofla6 os Cofet- fores abfolver.aos.relapfos de muito'tépo , em mentee efpecie depeccado ; ea razaé.em fe funda efte Decreto, he’; porg-o Cofeffor n pode ver o:coragaé do penitente;, nem os feus _actos internos , nem fe o-propofito da emenda he de véras, e com toda arefolugad: ¢ {6 pelos effeitos fe infere a caufa, G ha no coraga6: os effeitos de arrependimento verdadei ae -menda dos coftumes; v.m.em tantas confifloés nad fe tememendado : logo na6 teve verda- deiro.artependimento 5 ¢ na6 Oo tendo» eft4 v. m. incapaz de recebera abfolvigaé , e fruto defte fanto Sacramento da Penitencia, |’ 18 P. Padre, ev l palavra de emen- darme daqui em diante,. = 9 , Pz C. Fie . = abies: Pengo Os Sy cer ruts bi SS eee Sa haat ores = oak ae ceaass> 2 B, i aba ee Te : ae - eee : a i : 2 SSS ee er .
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