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t ae = a is ee es CapoVill caufa /nad concederia a difpentay Caufa im- pulfiva he aquella , que facilita ad Superior a difpenifa$ de tal forte , que’ fe na0 houveffe efla caufa , feria difficultofo conceder a dif- penfa : e quando a caufa final, que fe allega , he fulfa , he sulla a difpenfa ; porém fendo verdadeira a caufa final, aindaque a impuli- ya (eja falfa, na6 hea difpent nulla. 119 Daquivem, que foy vdlidaa difpenfa, que V. m. impetrou , aindaque foy falfa a cau- fa, que fe allegou em dizer , que por falta de dote ficaria efla mulher fem cafar : fendo ver- dade , que fe ella ficafle fem cafar , feria por ter j4 muitaidade, ou por outra raza5; porque a caufa final nefle cafo foy o'naé achar a tal mulher cafamento, o que era verdade: eo nao achar cafamento , ou feja por falta de dote ,ou por fer feya, de muita idade , ou por ' gutras razoens , na6 he caufa final , fenad huma prova de caufa final, como diz Fr. Luiz da Conceigaé,, a quem cita , e fegue Torre- cil. in confult. tr.1 .conf.7. n. 29. & 30. Leand- do Sactam. /up. q.52. com Sanch. e outros. 120 P. Padre, accufo-me , que cafei com hama mulher , filha de huma minha prima co-irma; e quando fe procurow a difpenfa , {5 fe dice na natrrativa , que eramos parentes em terceiro grdo de confanguinidade ; e affim difpenfou o Papa. C. do grdo com terceiro : 7 V. m. eftava com fua mulher em fegun- e aindaque Molina . . Ge rey Baer EPS Ido Sacrdnento dd’ Matrimonio. mo , como determinouS: Pio V. ém'hym Mo- {u proprio, que priticipia , Sanctifinnts , expe- dido em 26, de Agofto'de 1966." As ques le- tras declararorias {6 fe requerem para o foro externo, e para evitar o efeandalo ; e confe- guintemente,, ceflando, oefeandalo , por fer o impedimento occulta, nad ferad' neceffa- rias a§ ditas letras declaratorias , como diz Leand. ubi_ fup.q. 40. e Torrecil onf. 10. tr, 1. fol. 74. com Sanch.'e Bafil. . 7 9 A doutrina referida felimita , quando a grdo mais proximo he o primeiro ; porque neffe cafo he nulla adifpenfa, quando nad fe declara 0 grdo mais proxima; como expreffa- © mente confta do dito Motu proprio de Pio V. que diz aflim’: Com tanto , que. de nenbum modo toquem no primeiro grdo. E nifto-convem commummenteosDD. = 0 123. P. Tambem a difpenfa’, que tenho. dito, trazia efta claufula: Com tanto, que nad tenba havido copula. .~ he verdide ,que quan- _ do fe procurou a difpenfa, tivemos copula, e nao fe fez: menga6 della na narrativa. © ' C. Aindaque, quando fe pede a difpenfa, fe nad faca mengad da copula, que tem havido, diz Leandro, que he valida abfolutamente , , " ae i ubi fup. qi 31. . Porém a dificuldade eft naquella claufulay ete que trazia a difpenfa : Com tanto ,- que nad te- nha havido copula. - E para refolver , diga-me: _Veyo Cémiflad ao Ordinario para difpenfar , diz fer neceflario -explicat ambos’ os grdos, como fuccede cOmummente , em ordem ao comtudo outros, que cita, e fegue Leandro do Sacram., tom, 2. tr. 9. difp.24. q: 39. @& 48. dizem, q bafta explicar o grdo mais remoto. A raza he, porg o explicar o grdo mais proximo {6 fe funda em fer ifto eftylo da Curia : e efte eftylo da Curia na6 obriga no foro da confci- encia, como diz Leand. #bi q. 48. Logo nad ‘he neceflario explicar o grdo mais’ proximo. Confirma-fe ; porque , como dizem provavel- mente alguns DD. que tefere Leand: ubi_fup. q.30. in fin, Se Pedro eft4 com Maria em quar- to grdo. com quinto , jd nad neceflita de dif- penta para cafar com ella : logo fegue-fe , que naé he neceflatio explicar o grdo mais proxi- mo, na natrativa para adifpenfas = = 3 | 121 A ovtra taza6 he ; porque quando os _ foro ‘externo? . Jie imegy $1 Pata Padie se AERE 85 008s ck ~-C, Foi acopula occulta; de forte , que nad pert provar ho foro exterior ? ; ee. Sim, Padre, 2°. dida, nad obftanreefla ‘claufula. Sanch. € ou- ttos') que cita,'e fegue Leand, do: Sacramy tom.2.tr.6\di[p.24.4.33.0% 34. ¢ Dian: p.11.tr , _ & refol.36. os quaes dizem , G quando'vem co- - mettida ao Ordinario a difpenfa , no foro ex- temo, e nad fe pode provara copula‘; por fer occulta he valida.a'difpenfa ,.n d obftante a _ claufula: Com tanto, que nad tenha bavrdo co- pula. Porém quando'é difpenta vem cometti- daa algum: vara6 prudente’, para o foro da confciencia, nefte cafo',-aindaque a copula ~! C. He provavel , que effa difpenta foy Wan Fd feja' occulta, he valida a-difpenfa; fe nella vema dita claufula. Affim enfina Villalob.pz ue pedem difpenfa tem parentefco duplica- ‘tia {a6 parentes por patte do pay , e da may ve ! tbr r4idiffi27 iz além'dos DD. j4 citades, o.em hum mefmo grado,v.g. fe Pedro, e Ma- ‘em hum mefmo grdo, na6é he neceflario na ‘marrativa da difpenfa fazer mencad dos.dous -winculos de parentefco , como diz Diana p. 8. _ tn5.refol.60. com Ledefm. Rodrig. e outros ; ae ferd neceflario fazer mengad do ‘40 mais proximo , quando os graos faé def- ‘2 Ta Porém ferd neceflario trazer de Roma “declaratorias fobre o grdo mais prox oa Pe ' ~ A razao-da differenga he; porque o Valor da difpenfafunda-fe na méte do Papa, quéacon- cede ; equandoa difpenfa vem patao foro externo com a exprefl6 da claufula, Com tan= to, que nad tenha havido copula, hea mente da Papa , quea copula feja publica no mefmo foro externo : e quando vem para o foro in- terno , hea fua mente , que bafta fer occulta: eS eae ores: Topo
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